Quando procurar

Quando procurar uma pneumologista pediátrica

A maioria das famílias que chega ao consultório não sabia que precisava de uma. Chegam depois de meses de tosse, de idas ao pronto-socorro de madrugada e de ouvir que é só mais uma virose.

Você não precisa saber o nome do problema para procurar ajuda. Precisa só reconhecer que alguma coisa se repete. Abaixo estão os sinais que, na prática do consultório, mais indicam que vale investigar.

Tosse que não passa

Já trocou de xarope, já tomou antibiótico e a tosse continua. Depois de quatro semanas, tosse deixa de ser resíduo de resfriado e vira sintoma que pede explicação.

O que observar: se é seca ou com secreção, se piora à noite, de madrugada ou depois de correr.

Chiado no peito

O peito assobia a cada resfriado. Em bebê, pode ser bronquiolite que se repete; em criança maior, costuma ser o sinal mais claro de asma.

O que observar: quantas vezes já aconteceu no último ano e se acontece fora de resfriado.

Falta de ar e cansaço

Cansa mais do que as outras crianças na educação física, para de brincar antes, respira rápido. Cansaço é o sintoma que mais preocupa os pais — e com razão.

O que observar: se o cansaço aparece em atividades que antes ela fazia sem esforço.

Criança que vive gripada

Entrou na escolinha e não parou mais. Um resfriado emenda no outro, já teve pneumonia mais de uma vez, já perdeu a conta dos antibióticos.

O que observar: se as infecções foram graves, se exigiram internação e se sempre atingem a mesma região do pulmão.

Ronco e sono agitado

Ronca quase toda noite, dorme de boca aberta, acorda cansada e se dispersa na escola. Ronco frequente em criança não é normal.

O que observar: se há pausas na respiração e se o rendimento escolar caiu sem outra explicação.

Bombinha sem diagnóstico fechado

Alguém entregou uma bombinha em algum pronto-socorro e ninguém explicou direito para que servia, por quanto tempo usar, nem o que fazer depois.

O que observar: se existe medicação de manutenção ou só a de alívio, e se alguém já conferiu a técnica de uso.

O erro mais comum que vejo no consultório

A criança melhora e a família suspende a medicação.

É compreensível: se o sintoma sumiu, parece resolvido. Só que no tratamento respiratório crônico a medicação de manutenção age na inflamação, não no sintoma — e a inflamação continua ali depois que o chiado passa. Suspender cedo é o motivo pelo qual tantas crianças voltam a ter crise três semanas depois, e a família conclui que o tratamento não funcionou.

Por isso toda consulta termina com um plano por escrito que diz o que fazer, por quanto tempo e quando reavaliar. Entender o porquê é o que faz o tratamento ser seguido até o fim.

As duas condições que mais aparecem

A maior parte das crianças acompanhadas no consultório está em um destes dois quadros.

Pediatra ou pneumologista pediátrica?

Os dois, e ao mesmo tempo. O pediatra acompanha a saúde geral da criança e continua sendo o médico de referência da família. A pneumologista pediátrica entra quando o aparelho respiratório precisa de investigação própria: confirmar um diagnóstico, identificar os gatilhos, ajustar o tratamento de longo prazo e reduzir a frequência das crises.

A consulta com a especialista não substitui o pediatra. Ela complementa — e, na maior parte dos casos, os dois trabalham com o mesmo plano na mão.

Atendimento

  • Faixa etária
    0 a 17 anos
  • Onde
    Campinas, em consultório no Ed. The First Offices, próximo ao Shopping Dom Pedro

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